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TGS adia novamente início da sua operação em Santa Catarina

Atualizado: 29 de jan. de 2023

Infraestrutura essencial para ampliação do suprimento de gás natural para o Sul do Brasil não irá começar a operar no primeiro trimestre de 2023


O Terminal Gas Sul (TGS), em construção no norte do litoral de Santa Catarina com previsão original de operação para o terceiro trimestre de 2021, teve sua data de início do recebimento de GNL modificada mais uma vez. No final de 2022 a atual proprietária do projeto, New Fortress Energy (NFE), informou que 90% das obras já tinham sido executadas, mas ainda não havia definido um supridor de gás. Nesse contexto, os anúncios de início de operação foram adiados, entres eles as promessas de oferta comercial no primeiro e segundo semestre de 2022, além da mais recente data prevista no cronograma, o primeiro trimestre de 2023, para quando estava planejada a chegada do navio FSRU (Floating Storage and Regasification Unit) ainda no primeiro trimestre.


A distribuidora local, Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS), foi impedida de adquirir o volume de 150 mil m³/dia de gás natural prometido para abril de 2022, aquisição que havia sido realizada via chamada pública e cuja garantia de oferta estava prevista em contrato. O combustível iria ser usado para abastecer uma usina termoelétrica na cidade de Trombudo Central/SC liberada para operação comercial com GNL pela Associação Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


A empresa estadunidense NFE, assumiu o projeto, previsto para ser o principal do mercado brasileiro para infraestrutura e comercialização de Gás Natural Liquefeito (GNL), em 2021 após comprar a Hygo Energy, joint venture entre a Golar Power (NOR) e a Stonepeak Infrastructure Partners (EUA). A Hygo era então a responsável pela infraestrutura que havia sido anunciada originalmente pela própria Golar através de seu diretor de negócios que esteve presente em cerimônia realizada em julho de 2019 na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). Essa compra fez parte de uma aquisição de cerca de US$ 5 bilhões de toda a Golar Partners.


Fontes ouvidas pela Vision Gas (VG) adiantaram que a NFE vem anunciando a potenciais clientes do TGS que pretende focar seus negócios na Europa, considerando os efeitos da crise de oferta do gás natural ocasionada pelo conflito Rússia-Ucrânia. Essa realidade poderia adiar ainda mais o início da oferta de novas fontes de gás ao mercado.


Outra informação, emitida em comunicado pela NFE à Bnamericas, alega que o cronograma do TGS foi ajustado porque enfrenta também problemas regulatórios. No mesmo anúncio, a empresa alegou que está atenta a outras oportunidades de investimentos, dando pistas de que pode se desfazer do projeto em Santa Catarina. Além da perda de competitividade do GNL, avalia-se que podem estar pesando para esta situação a melhora nas condições hidrológicas do Brasil e o potencial do Pré-Sal que poderia ser um grande concorrente do modal líquido.


O impasse adia uma solução de suprimento para a região Sul que também foi apresentada originalmente como instrumento de competitividade em tarifas, considerando o potencial papel do TGS na abertura do mercado de gás no país e potencial entrada de novos supridores.



O TGS

Em implantação na Baía da Babitonga, entre os Portos de São Francisco do Sul e Itapoá, o projeto do TGS inclui um navio atracado (unidade de armazenamento e regaseificação flutuante) a 300 metros da costa e conectado com um gasoduto submarino que levaria o gás importado até o Gasoduto de Transporte Bolívia-Brasil (GASBOL). A função prevista para o terminal é receber e armazenar GNL de navios metaneiros, com capacidade de armazenar 160 mil m³ de GNL e regaseificar até 15 milhões de m³/dia do insumo, um volume 7,5 vezes maior do que o mercado de Santa Catarina consome atualmente.


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