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Terceiro trimestre fecha com queda de 23% no consumo de gás em SC

Atualizado: 30 de out. de 2023

Com as tarifas menos competitivas do país, os primeiros nove meses do ano mantiveram o ritmo de queda no consumo de gás natural pelos consumidores catarinenses


No ano de 2023, Santa Catarina enfrenta uma das maiores crises no consumo de gás natural da sua história. O principal fato que justifica a queda no ritmo da produtividade de setores industriais termointensivos foi a assinatura, em 2019, de um novo contrato de suprimento que levou a aplicação das tarifas mais onerosas do país.


Os ramos industriais abastecidos com o insumo sentiram os sucessivos aumentos tarifários fruto de uma nova realidade de suprimento, o que deve ser analisado para compreender os erros que levaram o estado a deixar de ocupar a posição entre os mais competitivos em preço no Brasil, realidade que foi registrada pelo menos durante uma década. Mesmo a FIESC anunciando aumento da produtividade industrial nos últimos meses do ano, os setores abastecidos com o gás natural sofrem forte retração.


De janeiro a setembro do atual exercício, as indústrias consumiram 20,1% a menos que 2022 e 25,5% abaixo de 2021. Já o segmento automotivo, que abastece frotas leves com GNV, as quedas foram ainda mais fortes superando os 33% e 44% na relação com os mesmos anos - a Nepo fez uma avaliação sobre esse segmento, clique aqui para acessar o artigo. Somando todos setores de consumo, os primeiros nove meses de 2023 fecharam com 23,16% e 27,11% abaixo do registrado nos dois períodos anteriores.


Em paralelo, a concessionária estadual que opera o serviço público de distribuição de gás em rede segue avançando no abastecimento a segmentos de baixo consumo. O número de condomínios residenciais atendidos cresceu de janeiro de 2019 a setembro de 2023 acima de 60%, chegando a 505 pontos de entrega do insumo. Já o resultado do atendimento a novas indústrias, no mesmo período, avançou menos da metade (27%) que o segmento residencial e o abastecimento a postos de GNV foi ampliado em apenas seis novas unidades, um crescimento inferior a 5%.


Além disso, outro dado assusta os setores produtivos que dependem do insumo. A margem de distribuição da distribuidora, que somava R$ 0,2781 por metro cúbico de gás comercializado em 2019 saltou para R$ 0,4907 em 2023. Esse crescimento de 76,45% onerou o setor industrial catarinense em no mínimo R$ 20,79 milhões no último mês de setembro.

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