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Santa Catarina tem terminal de GNL em operação

A empresa estadunidense New Fortress Energy (NFE) anunciou que o terminal de importação de Gás Natural Líquido (GNL), instalado na Baía da Babitonga entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá, na região do Sumidoro, a cerca de 300 metros da costa, iniciou atividade neste mês de março de 2024.


Batizado de Terminal Gás Sul (TGS) pela Golar Power LNG, empresa norueguesa que vendeu o projeto para a NFE, o empreendimento possui uma Unidade de Regaseificação de Armazenamento Flutuante (FSRU) ligada ao Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) por uma rede de 33 km e 20 polegadas.


O principal objetivo do novo terminal será abastecer hidrelétricas a gás natural em implantação em Santa Catarina. Garuva (Nordeste) e Gaspar (Vale do Itajaí) possuem projetos que precisarão da oferta desse insumo e que juntos podem chegar a 3,5 GW. Além disso, a NFE aposta no mercado de livre de gás para concorrer com a distribuidora local e atender, com contratos de longo prazo, também ao mercado industrial.


No anúncio, a NFE cita também que com a diminuição da importação do gás boliviano e com a queda de consumo verificada no mercado não térmico catarinense, o terminal será uma alternativa de suportar a queda de produção na Bolívia e retomar mercados que o gás natural vinha perdendo espaço.


O terminal não considerou o modelo de transporte e distribuição do GNL via rodoviária, o que poderia ampliar o alcance do insumo às regiões catarinenses desabastecidas e até mesmo nos estados vizinhos do Paraná e do Rio Grande do Sul. Contudo, segundo o projeto original, o novo terminal pode ampliar em mais de 70% o volume de transporte de gás via Gasbol.


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