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Evento internacional em Florianópolis debate o gás natural na transição energética

Atualizado: 19 de abr. de 2023


A capital de Santa Catarina recebeu diversos agentes nacionais e internacionais do mercado de gás natural, entre os dias 3 e 5 de novembro de 2022, para debater o futuro dessa forma energia na matriz mundial. O Fair Gas Transition and Energy Security ocorreu na área de eventos de um hotel no centro da cidade e discutiu temas como a integração do biometano, o mercado de hidrogênio e o papel do gás natural em uma transição energética que garanta a segurança do abastecimento ao mercado.


O evento foi complementar à agenda de reuniões de um dos comitês da International Gas Union (IGU), entidade que a Associação Brasileira de Distribuidoras de Gás Natural (ABGEÁS) é filiada. A participação internacional incluiu, por exemplo, o vice-presidente de assuntos públicos e regulatórios da Canadian Gas Association, Paul Cheliak, que durante o primeiro painel do evento , sobre o contexto da transição energética, afirmou que “nós não retiramos uma energia da matriz, nós adicionamos outra” defendendo que historicamente a humanidade não tende a abandonar fontes de energia antigas e que a matriz energética mantém na sua composição as diversas formas energias disponíveis.


Já Nuno Afonso Moreira, doutor em gestão industrial pela UTAD e CEO da Dourogás — concessionária responsável pela distribuição de gás natural no Norte de Portugal —, ao responder pergunta do público sobre o uso de biocombustíveis comentou que “uma das principais questões relacionadas a este tema na Europa é que a produção de biocombustíveis muitas vezes compete por espaço com a produção de forragem para animais e (nós europeus) temos poucas terras aráveis, não vamos usá-las para combustível”.


Os painéis de discussão também contaram com a presença da brasileira Ieda Gomes, pesquisadora da área de gás natural que atua como conselheira sênior da FGV Energia e research fellow na Oxford Institute for Energy Studies. Durante diálogo com outros painelistas, Gomes defendeu que uma mudança de paradigma é necessária para pensarmos uma transição energética viável “temos populações na África, na Índia ou mesmo aqui no Brasil sem acesso às condições energéticas básicas, não há como pensar em garantir a quantidade de energia consumida pelo americano médio para todo mundo, uma transição energética justa passa por reduzir o consumo médio dos países desenvolvidos”.


O evento foi dividido em cinco painéis de discussão nos dias 3 e 4 de novembro (a programação do dia 5 foi reservada apenas aos membros do comitê da IGU):

  1. The context and the role of gas in a fair and safe energy transition;

  2. Prospects for biomethane and integration into the gas industry;

  3. Hydrogen for the domestic and international market;

  4. Scenarios for integrating gases into the gas network;


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