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Distribuidora catarinense de gás natural registra o maior lucro da sua história em 2022

Concessionária divulgou seu balanço que apontou R$ 170 milhões de lucro líquido no período; resultado é 4,25% acima de 2021


O ano de 2022 foi de recorde para a Companhia de Gás de Santa Catarina, sociedade de economia mista que opera o sistema de distribuição de gás natural em Santa Catarina. No balanço publicado em veículos de comunicação, a empresa divulgou seu resultado do exercício realizando R$ 100,66 milhões em investimentos e alcançando R$ 169,638 milhões de lucro.


Outro ponto de destaque do balanço é o aumento da receita da empresa, com crescimento de 55,86% em relação ao ano passado. No ano de 2021, a SCGÁS arrecadou R$ 1,587 bilhão e, em 2022, R$ 2,473 bilhões. Esta fato está associado ao forte crescimento das tarifas aplicadas ao mercado, que foram reajustadas em mais de 200% no período de 2019 a 2022, passando do posto de mais competitiva do país para figurar entre as mais onerosas.


Considerando os indicadores de ligação de clientes, a empresa iniciou atendimento no ano passado de 12 novas indústrias, 24 comércios e dois postos de Gás Natural Veicular (GNV). O segmento que mais cresceu foi o residencial, com 49 novos condomínios residenciais abastecidos.


O resultado de 2022 aponta ainda que a concessionária alcançou 1.434 km de redes de distribuição - com a implantação de 90 km de novas redes - e 1.278 clientes abastecidos. Em 31/12/2022 eram no total 462 condomínios residenciais, 345 indústrias, 326 estabelecimentos comerciais, 139 postos de GNV, cinco clientes de cogeração e um de matéria prima.


Em relação aos municípios atendidos no Estado, embora a empresa anuncie o abastecimentos de 69 cidades, oito delas não possuem nenhum cliente consumindo, em 15 há apenas um cliente e em cinco delas são dois clientes abastecidos no total. Criciúma, Florianópolis, Balneário Camboriú, Tubarão, Palhoça, São José e Itajaí são as principais cidades abastecidas neste quesito.


O maior mercado de consumo se mantém concentrado no Sul catarinense, em razão do segmento industrial cerâmico, que respondeu por cerca de 40% do volume em 2022. Com o destacado crescimento das tarifas aplicadas ao mercado, o volume de vendas caiu no ano passado, registrando -10,65% do que em 2021. Os declínios mais acentuados foram registrados nos últimos três meses do ano: outubro (-23,46%), novembro (-23,88%) e dezembro (-35,32%).


Preocupação do setor cerâmico


Segundo o Sindiceram, considerando as principais indústrias consumidoras do Sul do Estado, os gastos mensais com gás natural em Santa Catarina são superiores em R$ 27,3 milhões na relação com São Paulo e R$ 39 milhões se comparado com a Bahia.


O sindicato informa ainda que a projeção de queda de 11% na tarifas prevista para julho não será suficiente para retomar a competitividade com Estados brasileiros que o ramo cerâmico catarinense disputa mercado.


Alerta também que a perda de competitividade, fruto do crescimento bem acima da inflação das tarifas aplicadas aos segmentos industrial no período de 2019 a 2022, vem levando empresas catarinenses a já implantarem fábricas em outros estados e no exterior.

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