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Brasil registra recorde de produção de gás natural em 2023

Aumento da produção bruta do insumo cresce cerca de 9% no último ano com a ampliação de operações de FPSOs em dois campos de exploração


Os dados de acompanhamento dos indicadores de gás natural da Associação Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que, em relação a 2022, o exercício passado registrou crescimento de 8,8% na produção bruta de gás natural no espaço brasileiro.


Esse importante crescimento, atingindo 150 milhões de m³/dia, está associado ao início de operação de três novas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FSPOs) utilizado pela indústria do setor, realizado por navios cisterna.


As novas unidades se localizam nos campos de Búzios, que fica a 180 km da costa e possui os poços mais produtivos do país, e de Marlim no Nordeste do Rio de Janeiro e que integra a Bacia de Campos. Além disso, a Petrobras informou que, em 2023, as plataformas de Itapu (P-71) e a FSOP Guanabara (Mero) atingiram o pico de produtividade.


Mesmo assim esse resultado não garantiu aumento de oferta líquida do gás natural ao mercado que ficou no mesmo patamar de 2022 (cerca de 50 Nm/ m³/dia), registrando volume próximo de 52 milhões de m³/dia, um montante 25% abaixo do recorde registrado em 2017 (65 Nm/ m³/dia) quando o Rota 2 do Pré-Sal entrou em operação. Enquanto o cenário de produção cresce desde 2015, a oferta líquida caiu no mesmo período (até 2023) e, agora, se estabiliza.


Uma das justificativas é que os campos de Búzios e Mero, que registram os maiores crescimentos da produção, acessam um gás que possui muito dióxido de carbono (CO2) na sua composição, o que limitaria a produção líquida. Esse cenário transfere para o Rota 3 a oportunidade de aumento da oferta de gás ao mercado. Segundo a Petrobras, no último trimestre desse ano essa percurso deve iniciar operação, com o novo gasoduto podendo escoar até 18 milhões de m³/dia.


A Bacia de Santos ainda é a mais produtiva do país, respondendo por cerca de 75% do gerado em 2023. Campos e Solimões somam quase 10% cada. Do total produzido, quase 90% foi de gás associado.


Além disso, 53% do volume total gerado foi reinjetado nos campos de exploração, 10% consumido nas próprias plataformas e 3% queimado. A Petrobras respondeu por 66% da produção nacional, a Shell 11% e a Total por 3%. No mar, a produção alcançou os 75%, três vezes mais que a exploração realizada em terra.

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