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Atrás de SP, tarifas de gás natural têm retração em SC. Seria o retorno da via polesiana?

Atualizado: 6 de mar.

A distribuidora de gás natural em Santa Catarina, concessionária que opera as redes de gasodutos que atendem ao mercado de consumo, anunciou no último domingo (3) que suas tarifas alcançaram competitividade em relação aos estados do Rio do Grande do Sul, do Paraná e da região Sudeste, tendo chegado à quinta melhor posição nacional. O comunicado se baseia na análise promovida pela Comerc Energia, que compara mensalmente a competitividade das tarifas em cada estado subnacional do país.


O fato parece ser comemorado pela empresa, pois havia pressão do mercado sobre a competitividade perdida no período de 2019-2022, com forte queda no consumo pelo principal segmento (indústrias), e, em razão do executivo catarinense (2023-2026) ter assumido como bandeira de campanha a retomada da aplicação de preços menores aos consumidores. De fato o atual governo vem baixando o custo do insumo para o mercado.


A atual gestão da estatal e o Governo do Estado herdaram tarifas que sofreram um forte crescimento, próximo de 240% no período de quatro anos, em razão da migração de contratos de suprimento junto à Petrobras. Esses novos instrumentos estão sendo estudados por especialistas que buscam entender o porquê desses significativos efeitos em preços absorvidos pelos consumidores catarinenses, o que levou as tarifas mais competitivas do país a figurarem entre as duas mais onerosas no ranking.


Mesmo sendo positiva a queda dos preços de gás natural, relatório interno da concessionária parece contrariar o anunciado pela mídia. Em fevereiro, com base no realizado em janeiro, a análise de indicadores de competitividade realizada pela própria distribuidora difere do estudo anunciado.


O instrumento que acompanha o comparativo das tarifas de Santa Catarina com outros territórios concedidos, apontou a tarifa catarinense que é praticada às indústrias na quinta pior posição nacional considerando o consumo de 10 mil m³/dia (R$ 3,0105/m³) e 100 mil m³/dia (R$ 2,8148). Na mesma análise, Santa Catarina aparece atrás da paulista Comgás (R$ 2,8883/m³ e R$ 2,5855/m³, respectivamente), empresa que opera no território do principal mercado concorrente do ramo cerâmico catarinense, o polo industrial de Santa Gertrudes.


Contudo, a nota encaminhada pela distribuidora à imprensa expõe duas questões importantes. Uma é mostrar esforço para retomar a competitividade perdida do período 2012-2018; e, outra, por recolocar o mercado industrial como o principal foco da empresa, considerando seu impacto nos volumes de consumo. A pergunta é se esses novos movimentos levarão a empresa a retomar a estratégia "via polesiana", posicionamento gerencial que marcou 33% do período operacional da empresa que chega, no atual exercício, há 24 anos de abastecimento com gás natural do mercado catarinense.

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