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Argentina quer ampliar produção e escoamento de gás natural produzido em Vaca Muerta

Atualizado: 7 de jan. de 2023

Objetivo é economizar US$ 2,2 bi com a importação e ampliar a exportação do insumo


O governo argentino pretende investir US$ 1,22 bi, com recursos financiados junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), para construção do segundo trecho de 467 km - Salliqueló a San Jerónimo - do gasoduto Presidente Néstor Kirchner, que possui extensão total projetada de 1.025 km. O primeiro trecho - Neuquén a Tratayén - já está em construção, com recursos internos do país (US$ 2,38 bi) e deve ser concluído em junho de 2023.


Como plano de fundo na busca de financiamento, estão a retomada da aproximação do Brasil com países da América Latina, que inclui memorando de entendimentos assinado com a Argentina, prevendo a integração energética com o aumento do envio de eletricidade e gás natural até 2025. Em 2022, o Brasil importou US$ 1 bi em eletricidade e US$ 350 milhões de gás natural da Argentina.


A reserva em terra de Vaca Muerta tem grande potencial de exploração de gás e óleo de xisto. A capacidade de escoamento do volume da commodity aumentará cerca de 30% com o novo gasoduto de transporte. A Argentina possui uma malha de transporte de gás importante (16 mil km) para suas dimensões territoriais, quase o dobro do Brasil, que possuía 9.409 km em 2021 e vê esse tipo de infraestrutura estagnada desde 2013.


Em 2020 e 2021, a Argentina foi o maior produtor de gás natural da América Latina com 21,18% do volume. O país superou o México (16,45%) maior produtor nas cinco décadas anteriores, Trindade Tobago (14,92%), Brasil (13,37%) e Venezuela (12,54%). Nos mesmos dois anos, o país consumiu 16,91% a mais do insumo do que produziu internamente.

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