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Argentina passa a liderar produção de gás natural na América Latina

Desde a década de 1970 foi a primeira vez que país ultrapassou o México e a Venezuela, tendo produzido em 2020 e 2021 mais de 22% do insumo entre os países latino-americanos


Durante 30 anos a Argentina sempre ampliou sua produção de gás natural, crescendo quase cinco vezes o volume de 1970 até a primeira década dos anos 2000. A partir de 2010, sua produção caiu 22,7% até 2019 na relação com a década anterior, obrigando o país a importar o insumo da Bolívia para atender sua demanda interna.


No mesmo período (1970-2019) o México liderava o volume produzido na América Latina (AL), com uma média no período de 26,77% da produção. Nos últimos dois anos (2020-2021), este índice caiu para 16,45%.


Um ponto comum explica a queda de produção mexicana e o aumento da produção argentina: o shale gas. No caso do país norte-americano, o forte aumento da produção nos Estados Unidos em campos em terra de gás não convencional e a oferta mais competitiva do insumo aumentaram a importação via gasosutos de transporte, já que o consumo interno segue aumentando no país. A projeção é que até 2029 a demanda interna cresça mais de 9%.


Já a Argentina também passou a explorar o shale gas, nos seus campos de Vaca Muerta. Com o potencial encontrado, sua produção saltou em 2020 e 2021 passando a representar 22,7% da AL. No consumo interno o país sul-americano representou 19,35% da demanda total entre os latino-americanos, volume ainda 16,86% acima do que produz.


Na AL, a Venezuela embora possua a maior reserva provada de gás natural (77,52%) figurou na década de 2010 como o segundo maior produtor (20,75%) e nos dois primeiros anos da década posterior caiu para o quinto lugar com um volume de 12,54% do total. Para o país é projetada uma queda na produção de significativos 29,74% até 2029, na relação com o período de 2010-2019.


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